"Dedico-me a todos esses que em mim atingiram zonas assustadoramente inesperadas, todos esses profetas do presente e que a mim me vaticinaram a mim mesma a ponto de eu neste instante explodir em: eu. Esse eu que é vós pois não aguento ser apenas mim, preciso dos outros pra me manter de pé, tão tonta que sou." (Clarice Lispector)




E quem é essa?


Daniela Mayumi, 21 anos, nipo-descendente de olhos negros e alma sem donos

Realista na essência, idealista na loucura, com doses esparsas de niilismo

Estudante de direito, futura magistrada

Em busca de um sonho, de um sentido pra tudo. Ou da paz interior, como dizem por aí

Amante das línguas, das artes, da cultura

Sushi aos domingos, com fatias de sashimi, e um pouco de strogonoff no meio da semana

Insegurança nas veias, indecisão no coração. E o resto eu falo... ou não?

Renato Russo como ídolo

Literatura? Minha alma gêmea. E um dia ainda vou ser uma Clarice Lispector, me esperem

38 nos pés, 1,67m deles até a cabeça. Muito pouco pra muita pretensão

Falando em cabeça, não é algo que funciona bem por aqui. Sempre achei a Chapeuzinho Vermelho uma garota chatinha demais, e costumava cair de amores pelo Lobo Mau.


"Aquele que tem um 'porquê' para viver pode suportar quase qualquer 'como'." (Friedrich Nietzsche)
Essa é a minha filosofia de vida. E chega de lero-lero. Bem-vindos.






"a solidão perfeita exige uma companhia ideal" nelson rodrigues


"o amor que constrói para a eternidade é o amor paixão, o mais precário, o mais perigoso, certamente o mais doloroso. esse amor é o único que tem a dimensão do infinito." vinícius de moraes


"Alguns homens nascem póstumos" nietzsche


"Tendo perdido minhas probabilidades de morrer desconhecido, gabo-me às vezes de viver mal conhecido." sartre








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Chuva. Relâmpagos. Escuridão. Uma tempestade lá fora, intempérie que amenizava o que eu sofria por dentro.

A janela semi-cerrada me colocava cara a cara com a ira do tempo. A água furiosa que batia no vitrô à minha frente dava voz ao que meu silêncio não permitia expressão. As gotas se lançavam contra mim, numa ânsia mortal, mas o vidro criava uma barreira impenetrável. E eu abrigada, a salvo da tempestade.


Seria essa a metáfora de algo?


- Enviado por: dani às 20h04
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"Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
meu pecado de pensar."


Clarice Lispector
(1920-1977)

- Enviado por: dani às 12h25
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Eu falo pra ti,
você me ouve,
nós nos divertimos,
vossa vontade é satisfeita
e eles não tem nada a ver com isso.


- Enviado por: dani às 13h10
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Li num dos blogs que constantemente me encantam que o eu-lírico — porque alguns textos, apesar de prosados, são a mais pura manifestação da poesia, com a mais completa doação de quem escreve ao que é escrito — encontrava-se surpresa pela experiência de recontato com o papel. "Agora os dedos eram mais acostumados a bater teclas e tinham esquecido da sutileza dos traços", dizia ela. A autora (Daniela, por coincidência), ao pegar novamente numa caneta e escrever à moda antiga, sentiu sensações estranhas e experimentou um certo bloqueio, inapta e desabituada a essa forma de escrita. Eu não. O bloqueio se dá em mim quando tento criar na frente da tela fria e distante do computador. A branquidão e a secura da máquina podam meus pensamentos e limitam minha inspiração. Só sei escrever no papel, sentindo a textura da folha e a mansidão acolhedora do lápis em minha mão. Lápis que é mais que um lápis, pois, ao entrar em contato com a minha tez rosada, palpita e se aquece, deixando entrever algumas batidas de um coração tímido, cálido, a demonstrar um pouco de carinho. A mim, que irei dentro em pouco sujá-lo com a podridão do que escrevo. Porque não preciso de tinta para escrever. Escrevo com meu próprio sangue, a cada letra me transformando no meu discurso, me fundindo às palavras e fazendo do resultado mensagem com vida própria. Minha vida. Eu que sou o que escrevo.

- Enviado por: dani às 10h24
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Eu sou o extremo. A mais forte palavra de ódio das discussões. O derradeiro abraço das separações. A última gota dos amores extinguidos. A escrita da Clarice, a faca do suicida, o tiro misericordioso do assassino. Eu sou o Fim.

Não sei viver maneiradamente. Levo tudo às últimas consequências, sinto em escala exponencial. Faço de todos os dias meu último dia. Para quê segunda chance, se se pode aproveitar a primeira? "Mais ou menos" não me define: ou sou ou não. E não sei gostar: apenas amo. Em máxima intensidade. Porque não admito garoas em minha vida: quero chuva torrencial. Sou amplificada.

Olho à minha volta e me sinto só. Não há lugar para mim no mundo que me cerca: tudo é leve e sutil demais e eu detesto eufemismos. Sou a própria personificação da hipérbole. Sem nenhum exagero.

Mas enxergo num canto distante da cidade uma garota chorando. Ela é pequena e miúda e talvez delicada demais para o meu tamanho e o meu gigantismo. Mas é bonita e é uma garota: chorando baixinho. Um choro ritmado e quase musical. Aproximo-me dela e cada vez mais ela me é familiar. Um passo adiante e seu cabelo não é tão loiro quanto parecia; é quase escuro. Dois passos e o mar que eu via em seus olhos deram lugar à negrura das almas. Três passos e os olhos grandes e curiosos de uma criança frente a uma estranha não são mais grandes, apesar de ainda curiosos: eu diria que são quase rasgados. Quatro passos e uma franja. Cinco passos: tranças. Seis passos: um sorriso. Sete passos: eu.

A alteridade me domina e se mistura com a minha identidade. Alteridade, identidade, identidade, alteridade, identidade... Quão distantes somos nós dos outros? Nada. Somos os mesmos.

E tudo fica claro pra mim: ninguém entende o outro. Ninguém compreende o outro. Nem o conhece. O que entende-se é o que o outro tem de você. A gente olha nos olhos do outro e se vê lá dentro, se reconhece, e aí entende. A si próprio. Através do outro.

- Enviado por: dani às 09h55
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Eu existo. Por mais estranho que isso possa parecer.

Dentro de todos os cenários possíveis originados por todas as infinitas possibilidades de todas as escolhas de todos os momentos de minha vida, eu cheguei aqui. Entre todos os milhões de espermatozóides que poderiam ter fecundado os inúmeros óvulos de mamãe, um conseguiu. E me fez. Sendo o que sou. Um microcosmo, mundo dentro de um mundo.

Não sei muito de mim mesma. Não me vejo. Sou opaca. Quando muito enxergo as sombras e os reflexos da infinidade que me compõe. Não tenho objetivos grandes na vida: quero ser. E sou, sendo.

Não tenho medo do Destino. Ele me abre as portas do jeito que eu as abriria, se pudesse escolher. Há no mundo os que nasceram para ser felizes e os que não, a critério Dele. Eu felizmente faço parte do segundo grupo.

Sou sozinha mas não estou solteira: estou profundamente compromissada com o amor.



Minha vida é um labirinto, que nem eu sei percorrer.

- Enviado por: dani às 19h54
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Sobre o diálogo

Cada uma das inúmeras palavras que me vêm à cabeça
tristes, desoladas
apenas querem um pouco de carinho.

São como os flocos de neve que caem procurando a terra.
Só procuram sua alma gêmea.
Querem sair e conhecer o mundo
se arriscar pelos caminhos.

E por isso as mando pra... você.

- Enviado por: dani às 20h36
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Saí incólume de um tiroteio.

Em plena madrugada, sozinha no carro num bairro deserto e afastado, só uma louca ousaria parar num semáforo. Eu ousei. E o meu instante de calma foi logo interrompido por quatro caras que me cercaram, dois de cada lado, montados em motos, armados e batendo nos vidros, exigindo que eu saísse, desse minha bolsa e deixasse que levassem meu carro. É indescritível o que se sente em momentos como esse. Não sei que santo me possuiu, sei que a minha decisão (estúpida) na hora foi pisar no acelerador e fugir. Com a bênção de Deus.

Fui seguida, perseguida e quase cercada enquanto corria a 70km/h em ruas pacatas da periferia de São Paulo, até que no meio do êxtase fugidio passei em frente a uma delegacia de polícia, o que fez alguns policiais se juntarem à corrida. Em mais um momento de burrice crônica, fui querer me desviar do caminho e tomei a primeira à esquerda, numa tentativa de despistar os elegantes senhores que vinham atrás de mim. Lindo cenário: rua sem saída.


O que se seguiu foi estapafúrdio e milagroso: os policiais chegaram bem no momento em que os assaltantes perceberam a não-continuidade do trajeto. Estado de cerco: mocinhos na entrada da rua e vilões quase na ponta, sem ter pra onde ir. Barulho de tiros. Um grito. E escuridão.


Acordei na maca da ambulância, pouco tempo depois. Sã e incólume. Meu carro tinha sido perfurado por algumas balas, mas eu estava bem. E os criminosos foram capturados. Final feliz para a mocinha e cadeia para os vilões.


(Pobre de mim, que preciso inventar uma realidade toda nova e diversa desta, única e original, para ser feliz. Eu que não me satisfaço com o mundo que me dão.

Por qual grau de loucura isso se define? Ou de lucidez — lucidez de buscar com a mente o que o corpo não pode alcançar.)


- Enviado por: dani às 17h15
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É preciso que me compreendam: eu tive que inventar um ser que fosse todo meu. Acontece porém que ele está ganhando força demais.



Eu gostaria de nascer num sopé de montanha e criar meu caminho através das terras. Como um filete de água que mais e mais adentra o mundo, à procura do oceano. Desceria morros e escavaria planícies, furaria pedras, encontraria outros filetes pelo caminho, ficaria mais forte e maior, até enfim me juntar ao epicentro do mundo, plena.
Minha alma é fluida. Não sou feita de matéria e não sou sólida. Sou um líquido, gélido e viscoso, absorsor de todas as impurezas mundanas. Cada inspiração e cada expiração mudam meu eu. É como se todo o ar que entrasse em mim trouxesse uma nova identidade à minha alma. Me fizesse outra. Eu não sou constante, não sou definitiva. Sou a Transição.

Meu mundo é constantemente desfigurado por forças antitéticas que por vezes se equilibram e por vezes se destroem. Meu mundo é guerra. Descomunhão, barbárie. Reflexo do que existe dentro de mim.
A confusão é auto-defesa. Mecanismo de quem não tem poder sobre si mesmo e quer acreditar que tem. A inconstância é uma ilusão: com um mundo fraco e facilmente desconstrutível a pessoa começa a se sentir segura. Porque, se destruir tudo e optar por outra vida é tão simples, se exige tão pouco esforço, quer dizer que ela é forte, não é?

O que fazer quando o mundo é sólido demais, duro e rígido o bastante pra seu mais forte brado não fazer tremer uma pedrinha sequer? Há o medo da certeza. Medo de tudo ser definitivo demais. Medo de não se ter poder sobre os fatos: porque eles são vivos, e podem se tornar mais fortes que quem os domina. O segredo de escrever é esse: não se domina a escrita, a palavra é que é mestra do escritor.


Não sou Jesus. Mas também tenho minha Bíblia para escrever.

- Enviado por: dani às 13h37
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Essa vida inconstante me cansa.

Há tanta beleza no mundo, e em tão variadas formas... beleza difícil de ser enxergada, difícil de ser admirada. E é sumariamente torturante saber apreciá-la, mas ter que suspender a degustação tão logo a comecei. Ser obrigada a pular logo para outro galho, de galho em galho, de tronco em tronco, de árvore em árvore, zás-trás!
É um desperdício essa rotina! Conhecer os nomes e as famas dos labirintos, mas não poder adentrá-los, explorá-los. Para que mais serve um labirinto, afinal, se não para isso? É querer negar sua natureza!
Inconstância, argh!

(devolvam-me minha personalidade...)

- Enviado por: dani às 17h41
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"Não tenha medo pare de chorar
Me de a mão, venha cá
Vou proteger-te de todo mal
Não há razão pra chorar

No seu olhar eu posso ver
A força pra lutar e pra vencer
O amor nos une, para sempre
Não há razão pra chorar"

É, gente. O "pra sempre" sempre acaba.

;x

- Enviado por: dani às 23h44
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E no final o que importa?

O seguimento contínuo e incessante do tempo me intriga. Me traz dúvidas e me angustia. Teu caráter ininterrupto é a certeza maior do mundo, indubitável. Não há quem possa pará-lo ou fazê-lo regressar. O tempo é onipotente. O tempo é Deus.
Que é o homem perante ele, perante o tempo-Deus?
Precisamos resistir à sua passagem, sobreviver. Solidificar nossas bases e aliá-las ao sentido de existir. Então permaneceremos inteiros. Mas é possível?



O tempo ensina. Com ele você aprende, apesar de não facilmente, o que importa. Não é a beleza. Porque ela acaba. Não só ela, mas também a juventude e o dinheiro. Paradoxalmente, os três pilares da vida humana. Fadada ao fracasso.
Percebe-se, às vezes tarde demais, que o humano como ser deve construir seu castelo existencial sobre um terreno que não solape, um terreno que seja forte o suficiente para aguentá-lo — e não esquecer que o peso da estrutura aumenta com a idade. Deve-se procurar uma base cuja resistência aumente com o passar dos anos. Uma base sábia.
No final se entende que você é admirado não pela cor dos seus olhos ou cabelo, pela grossura do nariz ou delinearidade da face — características por cuja possessão você não tem nenhum mérito — mas sim pelo que pensa e diz. A densidade, profundidade, originalidade da sua ideologia são o ponto determinante no respeito e prestígio que você obterá de quem o circunda. Suas idéias — pelas quais você realmente é responsável — essas sim delimitarão quem você é. E, talvez, no final, farão de você alguém que o tempo não conseguirá apagar — para os outros e para o mundo.

- Enviado por: dani às 18h50
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Gente, vou viajar com o Celo, pra Serra Negra, passar o feriado com meu amor. Volto domingo, e até lá isso aqui fica desativado.
Beijos!

- Enviado por: dani às 14h39
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Ítaca

Konstantinos Kavafis

Se partires um dia rumo a Ítaca
faz votos de que o caminho seja longo,
repleto de aventuras, repleto de saber.
Nem os Lestrigões nem os Ciclopes
nem o colérico Posídon te intimidem;
eles no teu caminho jamais encontrarás
se altivo for teu pensamento, se sutil
emoção teu corpo e teu espírito tocar.
Nem Lestrigões nem os Ciclopes
nem o bravio Posídon hás de ver,
se tu mesmo não o levares dentro da alma,
se tua alma não os puser diante de ti.
Faz votos de que o caminho seja longo.
Numerosas serão as manhãs de verão
nas quais, com que prazer, com que alegria,
tu hás de entrar pela primeira vez um porto
para correr as lojas dos fenícios
e belas mercancias adquirir:
madrepérolas, corais, âmbares, ébanos,
e perfumes sensuais de toda espécie,
quando houver, de aromas deleitosos.
A muitas cidades do Egito peregrina
para aprender, para aprender dos doutos.
Tem todo o tempo Ítaca na mente.
Estás predestinado a ali chegar.
Mas não apresses a viagem nunca.
Melhor muitos anos levares de jornada
e fundeares na ilha, velho enfim,
rico de quanto ganhaste no caminho,
sem esperar riquezas que Ítaca te desse.
Uma bela viagem deu-te Ítaca.
Sem ela não te ponhas a caminho.
Mais do que isso, não lhe cumpre dar-te.
Ítaca não te iludiu, se a achas pobre.
Tu te tornaste sábio, um homem de experiência,
e agora sabes o que significam Ítacas.

- Enviado por: dani às 14h38
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"No começo há uma missão, que impede o devir. No entanto, ao longo da existência foi re-posicionada em questão, surge o não pertencer e o anseio de pertencer como elementos constitutivos. A solidão clariceana é o núcleo do segredo, do mistério, do atrás do pensamento. Enquanto o silêncio, fonte de minhas palavras, se faz presença esperada. É a palavra, quarta dimensão, que ao emergir toca sua face oculta e a salva. A lucidez de Clarice diante da existência e da contingência humana revela, para além dela mesma, a humanidade assentada nestes registros. Com a palavra ela encontra o destino de suas questões, ergue a ponte ser-ser na qual se encontram as singularidades do ser gente."
(In "Da solidão de não pertencer à quarta dimensão", por Daniela Della Torre)


A cada dia mais e mais me apaixono por Clarice. Sua singularidade, sua densidade e sua diversidade em sua plenitude são fantásticas. Esse é um trecho de uma tese de mestrado, sobre Psicologia Clínica, na qual a autora analisa Clarice. E me analisa. Porque é isso o que sinto, afinal: solidão por não pertencer à quarta dimensão.

- Enviado por: dani às 12h30
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